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Confirmado! A Rede Mundial de Computadores (internet) poderá ser mais uma ferramenta de comunicação nas campanhas políticas daqui pra frente. A lei foi aprovada na semana passada pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal).
Não sou contra, levando em consideração que a internet está crescendo de uma maneira exuberante. É aí que precisamos pensar. Será que com a permissão de campanhas no mundo virtual as promessas também deixarão de ser reais?
Fiz uma pesquisa e cheguei a conclusão de que mais de 70% dos políticos têm, na internet, seus modos de ampliar os trabalhos e confirmar presença “nas telinhas” de computadores. A maioria deles tem twitter, Orkut, MSN, face book, blogs e até, acredite, sites com envio de boletins informativos sobre suas atuações.
Com essa liberação a rede vai ficar congestionada de promessas. Consequentemente, a internet estará meio que ocupada em atender aqueles e aquelas que lutarão pelo maior número de votos.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, utilizou a internet em suas campanhas. E o resultado está aí. Portanto, acredito que esta ferramenta aqui no Brasil também terá bons resultados. Afinal, vivemos em um país democrático, logo, qualquer pessoa tem direito de utilizar a nova comunicação para promoção pessoal. O que quero questionar é sobre a investigação. Como vai ser a justiça eleitoral, ela também será on-line? E os direitos de resposta? Como vão funcionar?
Há uma grande diferença do mundo real para o virtual. Os caras pintadas saíram às ruas e manifestaram contra o governo do ex-presidente Fernando Collor, levando ao seu impeachment. Foi uma grande manifestação, e, sobretudo, real. Já no mundo virtual, ninguém conseguiu tirar o presidente do Senado, José Sarney com as campanhas do FORA SARNEY na internet.
Torço pela vitória da democracia, que seja real ou virtual, mas que seja democracia. E vou ficar de olho naqueles que ultrapassarem a velocidade máxima permitida da internet.
